
Artista dono de uma extensa e diversificada produção interdisciplinar – que transitou pela pintura, escultura, colagem, performance, literatura, música e teatro –, Fernando Zarif (1960-2010) ganha exposição individual na Luciana Brito Galeria com cerca de 50 obras pouco ou nunca antes exibidas.
A mostra, que fica em cartaz até 9 de março, apresenta três séries de obras bastante distintas entre si: pinturas maiores em tinta acrílica; esculturas verticais de metal; e um conjunto de colagens sobre tela em pequeno formato, num universo “duchampiano” onde surgem objetos como chaves, cadeados, fósforos e tesouras.
Morto precocemente aos 50 anos de idade, em 2010, Zarif fez sua primeira exposição em 1982, pouco tempo após abandonar o curso de arquitetura. O artista, que transitava com naturalidade entre a cultura erudita e o “underground”, tem sido retomado nos últimos anos em mostras, debates e pesquisas, num trabalho intenso realizado por parentes e amigos.
Em 2011, um ano após sua morte, a família do artista criou o Projeto Fernando Zarif, destinado a catalogar, preservar e difundir a vasta obra deixada. Localizado em São Paulo, o projeto abriga a biblioteca pessoal do artista, além de documentos, fotografias e escritos. Até o momento, já foram catalogadas e restauradas cerca de 2 mil obras.
Fernando Zarif
De 2/2 a 9/3
Luciana Brito Galeria – av. Nove de Julho, 5.162, São Paulo
Entrada gratuita